domingo, 4 de maio de 2008

Destino: Delta / foz do rio São Francisco.



Por volta das sete e meia da manhã a van que nos levaria ao delta do rio São Francisco estacionou em minha porta. O meu destino - A foz do rio São Francisco - que se situa entre os municípios de Brejo Grande em Sergipe e Piaçabuçu em Alagoas.

A viagem transcorreu tranquila, apesar da chuva que resolveu cair naquela manhã, o que obrigou o nosso condutor a dirigir com um pouco mais de cuidado do que o habitual. Saindo de Aracaju cruzamos os municípios de Nossa Senhora do Socorro, Maruim, Rosário do Catete, Carmópolis, Japaratuba, Japoatã e Pacatuba, até que , por volta das dez horas e meia chegamos à pequena cidade de Brejo Grande às margens do rio São Francisco.

O embarque no catamarã Vaza Barris deu-se rapidamente, éramos aproximadamente 35 pessoas que se propuseram nesse dia conhecer as belezas do Velho Chico, como o rio é carinhosamente conhecido por esse Brasil afora. Gente vinda de todos os cantos do país e até alguns estrangeiros, para reverenciar aquele que é tido como o mais belo dos rios desse país.

Para nossa alegria e felicidade, o tempo que durante praticamente todo o trajeto se mostrava nublado e propenso a muita chuva, nesse momento, começou a dar lugar a um sol inicialmente tímido , mas que com o passar do tempo se impôs a nós em toda a sua beleza e magnitude.

O nosso capitão nos informou que os 16kms que separam o nosso local de embarque e a foz do rio seriam percorridos em aproximadamente uma hora. No percurso, pudemos admirar a beleza da vegetação ciliar em sua maravilhosa diversidade de plantas e arbustos. Inicialmente navegamos em um trecho estreito do rio, apenas um braço do ramo principal, logo adiante, alguns minutos depois de zarparmos, enfim, entramos no braço principal e bem mais largo do rio que nos acompanhava rumo ao oceano que pacientemente espera as suas águas vindas de longe.

Quando faltavam pelo menos 20 minutos para que o nosso destino final fosse finalmente alcançado, já podiamos visualizar as dunas que compõem o que se chama por lá de Pontal do Peba. Uma área formada por montanhas de areia, vegetação e um delicioso lago formado pelas águas do velho chico que teimam em não desaguar no oceano, como se quisessem se manter doces e junto daquele que as trouxe de tão longe. Infelizmente, como foi relatado por nativos da região, aquela parte do rio, ja bem próximo do encontro com o mar, encontra-se totalmente salinizada, como efeito da invasão do mar ao rio em virtude da redução de sua vazão pelo repressamento do rio para a produção de energia elétrica. Nem por isso o visual deixa de ser deslubrante.

O nosso comandante nos leva até bem próximo do encontro maravilhoso das águas do rio com as do mar, causando, com o impacto, uma visão deliciosa do que a natureza pode nos proporcionar.

Retornamos alguns metros e lançamos âncora no já citado Pontal do Peba, onde outras embarcações estão ancoradas. Descemos na pequena praia formada pelas areias do pontal e fomos mergulhar nas águas mansas do lago formado ali.

O tempo passa depressa demais quando estamos em contato com aquele paraíso e logo o apito do catamarã nos chama para o almoço que ja está sendo servido a bordo - o catamarã Vaza Barris é o único dos que fazem o passeio para a foz do rio que serve almoço e frutas a bordo.

Logo após o almoço, por volta das catorze e trinta horas começamos a nossa viagem de retorno ao cais em Brejo Grande, já com saudades daquele cantinho maravilhoso que acabavamos de conhecer.

Beirando a margem esquerda do rio, retornamos, dessa vez, por um itinerário diferente, que nos levou até à simpática cidade Piaçabuçu com seu jeitinho todo especial de ser. Quando Piaçabuçu foi ficando para trás, a gente ja sabia que o nosso passeio estava por terminar, mas , ainda nos era possível admirar mais os coqueirais e todas a imensa diversidade da fauna que margeia o rio.

Ao desembarcarmos no caís de Brejo Grande, nosso motorista ja nos aguardava pronto para retornarmos a Aracaju pelas estradas muito bem cuidadas tanto no trecho estadual - SE 100 quanto no trecho federal da BR- 101 .

Por volta das 18 horas estavamos de volta à capital do estado de Sergipe - Aracaju - e, já com vontade de retornar em breve ao velho chico e sua foz.

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